24 de Fevereiro de 2008

Porque a globalização funciona? A "Mágica" do mercado

O livro Why Globalization Works, do economista Martin Wolf, nos remete a discussão sobre a base de funcionamento do  mercado, e seu papel na integração de diferentes países.

A chamada "mágica" do mercado referida pelo autor, se trata da possibilidade de funcionamento de um sistema extremamente complexo, o mercado, sem um controle centralizado, para que isso ocorra o autor destaca os elementos que precisam ser respeitados. Fundamentalmente as garantias de transparência, de livre concorrência, e cumprimento dos acordos.

Com um sistema que respeite essas caracteristicas, as limitações de espaço para o funcionamento do mercado ficam cada vez mais, apenas nos mapas, se um determinado país respeitas as "regras do jogo", o mercado cuidará de integrá-lo.

A globalização do mercado

Excelente reflexão para entendermos como os movimentos de bolsas por todo o mundo podem ocorrer de maneira coordenada, e até mesmo economias inteiras podem reagir a fatores que lhes parecem completamente externos.

Essas e outras reflexões mais profundas, podem ser lidas no excelente artigo de Rodrigo Constantino: A “Mágica” do Mercado.

 

A análise sobre globalização pode ser lida no livro de Martin Wolf, chamado Why Globalization Works.





20 de Fevereiro de 2008

Imposto de Renda Pessoa Física 2008 - Sobre as ações

A receita divulgou algumas novidades sobre a declaração 2008/2007, os detalhes estão nessa postagem do Investidor Informado.

Para os que têm operações no mercado financeiro de modo geral, incluindo as ações o pagamento de impostos é feito logo após a venda, no mês subseqüente a venda deve ser recolhido o tributo de 15%, para operações no mercado a vista, ou 20% para operações de "day trade", sobre o lucro da operação.

As operações estarão isentas, desde que limitadas a R$ 20.000,00 mensais, limite válido apenas para o mercado a vista e não para o "day trade". Outro ponto que torna várias operações isentas é a compensação de prejuízos, que poderá ser feita sempre que houverem tributos relativos a ações a serem pagos.

Mais detalhes sobre o pagamento mensal de impostos sobre as ações você pode obter no Blog Dinheirama.

Chegada a hora do Leão

Mesmo com o pagamento mensal de impostos nas operações com ações, algumas informações e cuidados devem ser observados no momento da Declaração de Imposto de Renda anual, o primeiro ponto é observar se o imposto mensal foi recolhido do modo citado, considerando as isenções e compensações. Importante lembrar que a Receita tem grande controle sobre as operações, em razão da retenção na fonte (0,005%), feita no momento da venda.

- Pago o imposto mensal, devem ser informadas na declaração de IRPF 2007/08, todas as movimentações feitas no ano, inclusive as que ficaram isentas de impostos.

- Deverão ser informados como bens, as ações que permaneceram em carteira no último dia útil do ano de 2007.

- Os proventos têm tratamentos diferenciados (detalhes sobre os diversos tipos de proventos):

1. Os dividendos devem ser declarados com rendimentos isentos;

2. Os juros sobre capital próprio tiveram 15% de imposto recolhido na fonte no momento do pagamento, e deverão ser declarados como rendimentos de tributação definitiva, em outras palavras, sem direito a restituição;

3. As bonificações de ações devem ser informadas e terão custo de aquisição igual à parcela do lucro capitalizado, caso não haja a informação o custo considerado será zero. Assim o lucro será igual ao valor total das ações, tributado apenas no momento da venda das mesmas. As bonificações em dinheiro têm o mesmo tratamento tributário dos dividendos;

4. Os direitos de subscrição, se exercidos equivalem à compra de ações ao preço da subscrição, assim o pagamento do imposto se dará sobre o lucro, no momento da venda, cabendo apenas a discriminação na declaração anual.

As informações acima são apenas informações básicas, a Receita Federal possui informações em forma de perguntas e respostas neste endereço.

Qualquer dúvida envie nos comentários, ou por e-mail e enriqueceremos as informações.

Um livro que pode lhe ajudar com sua declaração de imposto de renda é o Guia Prático do Imposto de Renda de Lucia Helena Briski Young.





17 de Fevereiro de 2008

Boatos: Itambé prepara abertura de capital

Tratando sobre boatos e especulações do mercado, este artigo fala do interesse na abertura do capital da Itambé.

A CCPR (Cooperativa Central de Produtores Rurais), mais conhecida pela marca Itambé, divulgou faturamento de R$ 1,75 bilhões de reais, no ano de 2007. Resultado de crescimento de 28% no ano passado, bem superior a média do mercado de laticínios no Brasil, o resultado mantém a Itambé como o segundo maior laticínio brasileiro, atrás apenas da Nestlé (DPA).

Os resultados expressivos dos últimos anos colocaram a cooperativa como alvo de vários grupos, resultado de um processo de consolidação no setor de alimentos no Brasil.

Pouco tempo antes da Eleva ser adquirida pela Perdigão, se cogitou que poderia haver uma fusão entre Eleva e Itambé, com a compra o negócio não foi adiante, porém a empresa não saiu do radar de outras grandes com Perdigão e Bertim, especialmente Sadia, que já fez sondagens em diversos ativos do setor.

Muitos interesses pelo leite da Itambé

Nesse contexto a empresa estaria analisando um plano alternativo que lhe permitiria manter-se independente, a abertura de capital. Desde 2001 o mercado cogitou uma abertura de capital para a empresa, porém a crise que se abateu sobre o setor impediu avanços.

No momento os planos para a abertura de capital incluiriam criar uma nova subsidiária, da qual seriam ofertadas até 49% das ações ao mercado, e a listagem da empresa no Novo Mercado da Bovespa.

A abertura de capital poderia ampliar os horizontes da Itambé que têm planos de investir até R$ 100 milhões este ano, principalmente na expansão de fábricas já existentes.

Grande destaque no faturamento desse ano, a exportação de leite em pó, poderia se tornar o grande pilar de crescimento, que hoje representa cerca de 12% do faturamento total da empresa.

Os grandes entraves ao IPO esta nos mesmos problemas que enfrentam o mercado de alimentos como um todo, estilo fechado de administração, e informalidade no relacionamento com parceiros. Porém alguns IPOs recentes mostram que é possível mudar, e é vantajoso, caso do JBS-Friboi e LAEP.

Para acompanhar novas informações fique atento ao Investidor Informado.





13 de Fevereiro de 2008

Pergunta do Leitor - Análise de Fundamentos - Quocientes de liquidez, endividamento e rentabilidade

O leitor Maurício C. enviou uma pergunta sobre análise fundamentalista, onde questionava diversos pontos, todos muito úteis para a compreensão de algumas ferramentas desse tipo de análise. Destaco no blog, parte da pergunta que acredito possa ser útil para todos os leitores, e reproduzo a resposta que lhe encaminhei, com alguns acréscimos.

PERGUNTA DO LEITOR

"... e os quocientes ou múltiplos, eu encontro nas recomendações da minha corretora, mas não sei quais são úteis ou pra que servem? Quais eu uso? Ou não?...".

Maurício, a análise dos fundamentos de uma empresa requer diversas ferramentas, umas das mais versáteis e eficientes é a análise de quocientes. Alguns dos mais utilizados pelos investidores são: P/L (valor da ação dividido pelo lucro da ação), VPA (valor patrimonial da ação), Dividend Yield (dividendos sobre o valor da ação), todos importantes para a análise e escolha de uma ação.

Porém costumo destacar três grupos de quocientes que podem servir de base para investigar diversos aspectos de uma empresa, os quocientes de liquidez, os quocientes de endividamento e os quocientes de rentabilidade.

Calculadora (cortesia de Paul Cheek)

Os quocientes de liquidez tentam nos mostrar sobre a capacidade da empresa de ter capital disponível para sua atividade. O mais popular é o quociente de liquidez corrente, calculado pela divisão do ativo circulante pelo passivo circulante, nos mostra quanto à empresa têm de recursos disponíveis de forma imediata.

Os quocientes de endividamento permitem visualizar a relação entre o capital próprio e o de terceiros, nos dizem muito da dependência de terceiros por parte da empresa. O quociente de participação de capitais de terceiros sobre os recursos totais é o mais utilizado, calcula-se dividindo o exigível total (passivo circulante + passivo exigível em longo prazo) pela soma do exigível total ao patrimônio líquido, o resultado expressa em porcentagem do ativo é financiada por terceiros.

Os quocientes de rentabilidade nos dizem qual o retorno sobre o investimento da empresa analisada, existem uma grande diversidade de quocientes desde tipo, o retorno sobre o patrimônio liquido é freqüentemente usado e nos permite saber, em valores porcentuais, o retorno de todos os recursos sob o controle da empresa. O cálculo é feito pela divisão do lucro líquido pelo patrimônio líquido. Entre os quocientes de rentabilidade é preciso lembrar também o retorno sobre o investimento, representada pelo lucro sobre o ativo.

Todos os quocientes analisados isoladamente fazem pouco ou nenhum sentindo, a sua análise é sempre feita de forma comparativa, seja com valores anteriores alcançados pela empresa, seja com valores médios de concorrentes do setor, ou ainda com valores padrões preestabelecidos.

Apesar da grande precisão e detalhamento que esta análise pode nos trazer é preciso muito cuidado com a leitura dos dados obtidos para o cálculo dos quocientes, balanços preparados podem levar a conclusões extremamente díspares.

Sobre a fonte para os balanços das empresas o site da Bovespa é a solução mais direta, você poderá acessar na listagem das empresas os demonstrativos financeiros apresentados pelas empresas.

Estou à disposição para quaisquer dúvidas sobre o mercado financeiro para isso escreva para:

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Email de contato com Lendo Meus Pensamentos

Nos próximos dias postarei alguns quocientes das empresas participantes da carteira do Poupança em Ações. Mostrando na prática o uso de alguns destes quocientes.Análise de Balanços de Sérgio de Iudícibus

Um bom livro para consulta sobre banlanços é Análise de Balanços de Sérgio de Iudícibus.





8 de Fevereiro de 2008

Boatos: Santander interessado em transmissão do Complexo do Rio Madeira

Artigo iniciando uma série, sobre boatos e especulações do mercado, neste artigo trata-se de interesses de investimento do Santander no Brasil.

O mercado cogita que o banco Santander possa estar montando um grupo para participar do leilão das linhas de transmissão que ligarão o Complexo do Rio Madeira ao sudeste do país, uma rede de aproximadamente 2,7 mil quilômetros.

O Santander foi um dos vencedores do consórcio liderado pela Odebrecht, para a construção da hidroelétrica de Santo Antônio no rio Madeira, porém o banco estaria interessado em outro grande negócio na construção das linhas de transmissão, a busca de parceiros foi iniciada e surgem nomes como Abengoa (engenharia e energia), Isolux Corsan (construção e energia) e Cobra (energia).

Linhas de transmissão

Junto as três espanholas, lideradas pelo Santander, deve naturalmente surgir um parceiro nacional, provavelmente a Eletrobrás, o que daria força ao consórcio para obter apoio do BNDES.

O Santander não estaria nessa empreitada apenas como financiador do consórcio, mas também como parceiro, mesmo que minoritário, no negócio. Esse seria o primeiro passo do banco para instalar no Brasil um banco de participações voltado a concessões e obras públicas.

O consórcio precisará de músculos e interesse no mercado nacional, o que Abengoa e Isolux têm mostrado nas disputas por linhas de transmissão no Brasil. O valor das obras pode chegar a até R$ 7 bilhões de reais.

Para acompanhar novas informações fique atento ao Investidor Informado.





6 de Fevereiro de 2008

Poupança em Ações: Compra Fevereiro de 2008

Passado o carnaval e com os dados do mês de janeiro, descreveremos a seleção da ação para a compra do Poupança em Ações no mês de fevereiro de 2008, para começar a análise incluímos abaixo a variação de preços dos ativos da carteira do Poupança em Ações no período entre 02 de janeiro de 2008 e 01 de fevereiro de 2008.

Quadro de Variações de Preços da carteira do Poupança em Ações (Fevereiro de 2008)

 

A seguir a tabela com os ativos alternativo na seleção da carteira do Poupança em Ações como explicado na postagem sobre seleção de ativos e na compra de janeiro de 2008.

Quadro complementar de ações opcionais para a carteira do Poupança em Ações (Fevereiro de 2008)

 

Analisando a carteira de ações vemos que a maior variação negativa ocorreu na All America Latina Logística (marcado em amarelo), nenhuma outra das condições de escolha impossibilita este ativo, assim esta será a escolha do mês de fevereiro.

O valor mensal de aplicação é de R$ 1.000,00, somado ao saldo do mês anterior totaliza R$ 1.015,55.

Hoje, 06 de fevereiro de 2008, foi possível comprar o ativo ALLL11F por R$ 19,15, o que permitiu a aquisição de 52 ações no mercado fracionário, com preço total de R$ 995,80, a taxa de corretagem permaneceu a mesma em 5,10 incluído o valor do ISS. Outros custos foram: a taxa de liquidação paga a CBLC no valor de R$ 0,08 e os emolumentos pagos a Bovespa com valor de R$ 0,27. Portanto o custo total para a aquisição de 52 ações da ALLL11F foi de R$ 1.001,25.

Restou na conta um saldo a ser usado no mês de março de 2008, de R$ 14,30.

Saldo de ações do Poupança em Ações (Fevereiro de 2008)

 

Dentro do planejamento de longo prazo, esta é a compra número 2 de 120 (10 anos), o quadro acima apresenta o saldo de ações.

Nenhuma remuneração em dinheiro ou por subscrição foram pagas para as ações em carteira no mês de janeiro de 2008.

Clique para consultar compra do mês anterior

Informações Poupança em Ações
1. Poupança em Ações
2. Poupança em Ações: Quanto investir? Como comprar?
3. Poupança em Ações: O que comprar?
4. Poupança em Ações: Investimento gradual?
5. Poupança em Ações: Qual a ação do mês?
6. Poupança em Ações: Simulação de um caso de sucesso





3 de Fevereiro de 2008

Gadget para Google IG - Acompanhe Ativos e Índice Bovespa

Os Gadgets para acompanhar o Índice Bovespa e todas as outras ações que o compõem foram atualizados, aqueles que possuem os Gadgets instalados terão as modificações automáticas.

A única modificação necessária é ajustar o tamanho do Gadget, sendo que o novo é maior que o anterior e precisa da configuração de dois terços da página para ser visualizado integralmente.

Algumas novidades são a divisão em várias telas para acompanhar as variações, na primeira tela você poderá acompanhar valores de abertura, média, fechamento, mínima, máxima, além da variação percentual no dia, mês ou ano, entre outros dados.

Tela Inicial do Gadget Ações Real Time

Na segunda tela você poderá acompanhar os mesmos valores para o mercado fracionário (somente válido para as ações). Na terceira tela você poderá acompanhar as variações através de um gráfico do ativo.

A configuração do Gadget para acompanhar os diferentes ativos continua da mesma forma, no canto superior direito do Gadget, clicar na seta para baixo, selecionar "Editar configurações" onde você poderá digitar o código do ativo, salve a seleção e esta será lembrada sempre que iniciar o Google IG.

Tela de configuração do Gadget Ações Real Time

A postagem anterior sobre o Gadget: Bovespa Intraday possui mais detalhes sobre formas de uso e instalação, pode ser acessada por este link.

Sobre o Gadget: Ações Real Time, existem mais informações na postagem original, que pode ser acessada por este link.

Qualquer dúvida, sugestão, ou problema no uso, envie comentários ou um e-mail.