17 de Fevereiro de 2008

Boatos: Itambé prepara abertura de capital

Tratando sobre boatos e especulações do mercado, este artigo fala do interesse na abertura do capital da Itambé.

A CCPR (Cooperativa Central de Produtores Rurais), mais conhecida pela marca Itambé, divulgou faturamento de R$ 1,75 bilhões de reais, no ano de 2007. Resultado de crescimento de 28% no ano passado, bem superior a média do mercado de laticínios no Brasil, o resultado mantém a Itambé como o segundo maior laticínio brasileiro, atrás apenas da Nestlé (DPA).

Os resultados expressivos dos últimos anos colocaram a cooperativa como alvo de vários grupos, resultado de um processo de consolidação no setor de alimentos no Brasil.

Pouco tempo antes da Eleva ser adquirida pela Perdigão, se cogitou que poderia haver uma fusão entre Eleva e Itambé, com a compra o negócio não foi adiante, porém a empresa não saiu do radar de outras grandes com Perdigão e Bertim, especialmente Sadia, que já fez sondagens em diversos ativos do setor.

Muitos interesses pelo leite da Itambé

Nesse contexto a empresa estaria analisando um plano alternativo que lhe permitiria manter-se independente, a abertura de capital. Desde 2001 o mercado cogitou uma abertura de capital para a empresa, porém a crise que se abateu sobre o setor impediu avanços.

No momento os planos para a abertura de capital incluiriam criar uma nova subsidiária, da qual seriam ofertadas até 49% das ações ao mercado, e a listagem da empresa no Novo Mercado da Bovespa.

A abertura de capital poderia ampliar os horizontes da Itambé que têm planos de investir até R$ 100 milhões este ano, principalmente na expansão de fábricas já existentes.

Grande destaque no faturamento desse ano, a exportação de leite em pó, poderia se tornar o grande pilar de crescimento, que hoje representa cerca de 12% do faturamento total da empresa.

Os grandes entraves ao IPO esta nos mesmos problemas que enfrentam o mercado de alimentos como um todo, estilo fechado de administração, e informalidade no relacionamento com parceiros. Porém alguns IPOs recentes mostram que é possível mudar, e é vantajoso, caso do JBS-Friboi e LAEP.

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