18 de Janeiro de 2008

Rumo para as Bolsas - BMF (BMEF3) e Bovespa (BOVH3)

Esta semana marcou o rompimento do preço de lançamento das recém lançadas ações da Bovespa Holding - BOVH3 - e da BM&F - BMEF3 -, os lançamentos de ambas foram marcados por um enorme número de investidores pessoas físicas insatisfeitos com a pequena quantidade de ações que puderam obter, especialmente no caso da BMF, pouco mais de um mês depois parece que as opiniões dos mesmos investidores[bb] mudaram muito sobre as ações.

Mas será que realmente as ações e seus fundamentos mudaram tanto assim?

O investidor e suas mudanças de humorO investidor e suas mudanças de humor

A primeira notícia que começou a modificar o animo dos investidores com relação as ações de ambas as bolsas foi a alteração na CSLL de 9 para 15% para o setor financeiro, sem dúvida parece algo ruim no primeiro momento, mas alguns pontos devem ser considerados antes de tomar isto como algo desastroso.

A alteração foi feita por medida provisória que ainda não foi analisada pelo Congresso, que promete forte oposição a aprovação, além disso a medida recebeu duras críticas jurídicas acerca de sua constitucionalidade, ressaltando principalmente a falta de isonomia, podendo ser revertida; por fim ainda destaca-se o fato de a contribuição não incidir sobre receita financeira, o que reduz seu impacto.

Junto com essas informações surgiram especulações sobre a possível rescisão do acordo entre Bovespa e BMF, para que a BMF possa oferecer exclusivamente negócios sobre os contratos futuros do Ibovespa, tal divergência poderia significar uma importante perda para a BMF, mas não apenas, pois um conflito entre ambas as bolsas poderia levar a novas disputas e conseqüente perda de receitas. A diretoria da Bovespa negou a informação, afirmando que não havia nenhum interesse em cancelar o contrato com a BMF.

Por fim essa semana surge a informação que a CETIP irá atuar no mercado de negociações a termo, de ações e índices, surgindo assim como uma concorrente nova no setor antes dominado pela Bovespa, porém como novo player no mercado precisará de tempo e investimentos antes de representar uma ameaça.

Todos esses fatores somados levaram as ações a cair mais de 20% nesse início de ano.

Um fator muito comentando quando do lançamento das duas ações pareceu ser ignorado neste momento, a possibilidade de fusão, criando uma bolsa com credibilidade global, referência na América Latina. Essa possibilidade guarda enormes ganhos para ambas, além de evitar uma possível concorrência.

O ponto que fortaleça a realização da fusão é a sobreposição de acionistas, que gira em torno de 60%, algo que facilitaria muito o negócio.

Observando os preços das ações nos últimos dois dias, é possível observar que ambas as ações tiveram um comportamento[bb] diferente do resto do índice, mantendo-se estáveis ou até subindo diante de grandes quedas de todo o mercado.

Comparativo entre 14 e 17 de Janeiro de 2007 entre BOVH3 (Azul), BMEF (Verde) e Ibovespa (Preto)
Comparativo entre 14 e 17 de Janeiro de 2007 entre BOVH3 (Azul), BMEF (Verde) e Ibovespa (Preto)

Corretoras e bancos de investimento, começaram a divulgar recomendações de compra para ambas, acreditando que depois de todas estas informações terem derrubado os preços, elas podem ter ficado baratas. Nos resta observar, mas o ponto de compra parece marcado.

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