Rumo para as Bolsas - BMF (BMEF3) e Bovespa (BOVH3)
Esta semana marcou o rompimento do preço de lançamento das recém lançadas ações da Bovespa Holding - BOVH3 - e da BM&F - BMEF3 -, os lançamentos de ambas foram marcados por um enorme número de investidores pessoas físicas insatisfeitos com a pequena quantidade de ações que puderam obter, especialmente no caso da BMF, pouco mais de um mês depois parece que as opiniões dos mesmos investidores
mudaram muito sobre as ações.
Mas será que realmente as ações e seus fundamentos mudaram tanto assim?
Mas será que realmente as ações e seus fundamentos mudaram tanto assim?
O investidor e suas mudanças de humorA primeira notícia que começou a modificar o animo dos investidores com relação as ações de ambas as bolsas foi a alteração na CSLL de 9 para 15% para o setor financeiro, sem dúvida parece algo ruim no primeiro momento, mas alguns pontos devem ser considerados antes de tomar isto como algo desastroso.
A alteração foi feita por medida provisória que ainda não foi analisada pelo Congresso, que promete forte oposição a aprovação, além disso a medida recebeu duras críticas jurídicas acerca de sua constitucionalidade, ressaltando principalmente a falta de isonomia, podendo ser revertida; por fim ainda destaca-se o fato de a contribuição não incidir sobre receita financeira, o que reduz seu impacto.
Junto com essas informações surgiram especulações sobre a possível rescisão do acordo entre Bovespa e BMF, para que a BMF possa oferecer exclusivamente negócios sobre os contratos futuros do Ibovespa, tal divergência poderia significar uma importante perda para a BMF, mas não apenas, pois um conflito entre ambas as bolsas poderia levar a novas disputas e conseqüente perda de receitas. A diretoria da Bovespa negou a informação, afirmando que não havia nenhum interesse em cancelar o contrato com a BMF.
Por fim essa semana surge a informação que a CETIP irá atuar no mercado de negociações a termo, de ações e índices, surgindo assim como uma concorrente nova no setor antes dominado pela Bovespa, porém como novo player no mercado precisará de tempo e investimentos antes de representar uma ameaça.
Todos esses fatores somados levaram as ações a cair mais de 20% nesse início de ano.
Um fator muito comentando quando do lançamento das duas ações pareceu ser ignorado neste momento, a possibilidade de fusão, criando uma bolsa com credibilidade global, referência na América Latina. Essa possibilidade guarda enormes ganhos para ambas, além de evitar uma possível concorrência.
O ponto que fortaleça a realização da fusão é a sobreposição de acionistas, que gira em torno de 60%, algo que facilitaria muito o negócio.
Observando os preços das ações nos últimos dois dias, é possível observar que ambas as ações tiveram um comportamento
diferente do resto do índice, mantendo-se estáveis ou até subindo diante de grandes quedas de todo o mercado.

Comparativo entre 14 e 17 de Janeiro de 2007 entre BOVH3 (Azul), BMEF (Verde) e Ibovespa (Preto)
Corretoras e bancos de investimento, começaram a divulgar recomendações de compra para ambas, acreditando que depois de todas estas informações terem derrubado os preços, elas podem ter ficado baratas. Nos resta observar, mas o ponto de compra parece marcado.

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